A dermatite seborreica e o microbioma cutâneo

Bactérias, fungos, vírus…são amigos ou inimigos da nossa pele? Há mais de 100 mil milhares de milhões de diferentes microrganismos na superfície da pele. E são absolutamente essenciais para nós, pois garantem a boa saúde da epiderme! Há cientistas em todo o mundo a estudar esta flora microbiana, também conhecida como microbioma cutâneo.

O que é o microbioma?

O microbioma cutâneo é um ecossistema constituído por microrganismos vivos e é parte integrante da superfície da pele. O seu equilíbrio é essencial para a saúde da epiderme (a camada mais superficial da pele). Estes microrganismos são bactérias (organismos unicelulares sem núcleo), fungos (fungos unicelulares) ou vírus (germes patogénicos que conseguem penetrar na célula). Vivem em grupos e em simbiose. Por princípio são inofensivos, exceto quando começam a proliferar e originam então um desequilíbrio no microbioma cutâneo.

A flora microbiana não é igual em todas as partes do corpo. Varia dependendo de diversos fatores, tais como temperatura, humidade, salinidade, pH ou concentração de sebo, assim como de acordo com o sexo, a idade e uma multiplicidade de fatores externos, incluindo dieta, tratamentos cosméticos, stress, etc.

O microbioma cutâneo e a dermatite seborreica

Uma das causas da dermatite seborreica é a proliferação de um fungo do género Malassezia.
Está naturalmente presente na superfície da pele e é parte integrante do microbioma cutâneo. São hoje reconhecidas catorze espécies diferentes de Malassezia. Entre elas, as mais frequentemente associadas às doenças da pele, incluindo a dermatite seborreica, são as espécies Malassezia Restricta e Malasseisai Globosa(3).

Normalmente são inofensivas, mas sob determinadas condições conseguem proliferar e causar doenças, desencadeando então a inflamação e o eritema na superfície da pele(4).

O tratamento diário do microbioma cutâneo para o reequilibrar pode melhorar a função de barreira protetora da pele e reduzir a inflamação e a descamação, tão características da dermatite seborreica.

(1) Nutrium, H. (2011). Microbiote cutané et santé de la peau, 107(14), 8–11.
 (2) Jeremy, D., Domizio, D. I., Pagnoni, A., Huber, M., & Daniel, P. (2016). Le microbiote cutané : le poids lourd sort de l ’ ombre, 660–664.
(3) Zhijue Xu1*, Zongxiu Wang2*, Chao Yuan3*, Xiaoping Liu3*, Fang Yang1, Ting Wang2, Junling Wang2, Kenji Manabe4, Ou Qin3, Xuemin Wang3†, Yan Zhang1 & Menghui Zhang1; Dandruff is associated with the conjoined interactions between host and microorganisms; Scientific RepoRts | 6:24877 | DOI: 10.1038/srep24877
(4) Ditte M.L. Saunte, George Gaitanis and Roderick James Hay; Frontiers in cellular and Infection Microbiology;20 march 2020. Malassezia Associated skin diseases, the use of diagnostics and treatment.

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